Jurassic World e Exterminador Gênesis

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Tentei mas não consegui pensar estes dois filmes separadamente.

Ambos com seu auge de sucesso nos anos 90. Franquias de peso na indústria cinematográfica voltando a dar os ares da graça em 2015.

A grande questão é:

Jurassic World parece mais do mesmo. Um filme sem uma grande pretensão. Comportado. Talvez até medroso. Se agarra firmemente no filme que é a raiz de sua franquia: Jurassic Park.

Já Exterminador do Futuro faz o movimento inverso. Ousado, muda completamente o cânone já estabelecido, conhecido e amado. Esqueça tudo que você sabe sobre o John e Sarah Connor.

Enquanto um parece ter medo de sair da barra da saia da mãe, e acaba se tornando apenas mais um filme dentre tantos, o outro se desapega tanto que nem parece ser realmente um filme oficial.

Enquanto Jurassic precisava de uma coragem e desprendimento maior, com certeza Exterminador precisava de um filme um pouco mais contido em relação à história e ao cânone.

As bolas foram trocadas, só pode!

Homem de Ferro 3

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Uma vez me disseram algo que mudou minha concepção sobre filmes. Cada obra necessita de um nível, maior ou menor, de “suspensão da descrença”. Ou seja, a capacidade que você tem, ou que o filme te fazer ter, de acreditar naquilo que está sendo passado. Num filme de romance você tem que acreditar que aquela paixão é possível, ao menos no contexto do filme. Em um filme do Superman, você tem que acreditar que aquilo tudo é possível, se não passará o tempo todo vendo furos e coisas que não poderiam ser daquele jeito. É prá evitar aquele: “Ah, mas só em filme mesmo!”.

A minha primeira impressão ao ver Homem de Ferro 3 foi: “Mas como assim?”. Achei o filme fraco pois não consegui me convencer com o Killian, e com o despreparo de Tony Stark para o Mandarim.

Por motivo de curiosidade maior assisti de novo o filme. E, qual não foi a minha surpresa ao achar o filme bom! Eu havia, finalmente, conseguido “entrar” no clima do filme.

O autor quis mostrar um personagem que buscava controle mas sem que a sua imagem fosse associada ao vilão. Ter, nas mãos, uma marionete que seria o foco das investigações e da mídia, e ter também o presidente da maior potência do mundo! Que plano! Poder controlar tudo por trás dos panos!

Tony Stark meio traumatizado com os benditos eventos de Vingadores, se afundando na sua tecnologia. Ao perder o acesso às armaduras e a JARVIS, Stark se vê novamente como o protagonista, o inventor. Ele retoma as suas origens. Ele não depende, ele cria. Nesse ponto é necessária a maior suspensão de descrença, pois acreditamos que Stark tem uma carta na manga prá absolutamente tudo. E o roteiro nos mostra que, tanto quanto nós, Tony foi pego de surpresa. Nada de armaduras, nada de Jarvis e super computadores. E se encontra num lugar distante sem ter nada além de uma armadura quebrada, já que as outras só poderiam ser acessadas remotamente através de Jarvis.

Mas e o arco EXTREMIS? Ele é sobre o Tony ter que se unir em um nível mais profundo à suas armaduras para poder lutar de igual para igual contra os antagonistas. Mas essa ligação de Stark com a armadura aparece logo nos primeiros minutos do filme, com os testes da Mark 42. Ele está aperfeiçoando uma armadura que responde aos seus pensamentos. Claro, resumir toda a moral da história do arco Extremis em duas ou três cenas foi estranho. Mas este arco da HQ é como o homem se une mais à máquina, e Homem de Ferro 3 é sobre como o homem se torna independente da máquina.

Alien, o oitavo passageiro

Cacildis, assistir filmes antigos é uma arte. Estou na casa dos vinte e poucos anos e comecei a assintir alguns filmes que foram feitos antes de meus pais pensarem em me ter. Alguns deles nem sei se passaram na TV depois que eu já tinha idade para entender a história.

Alien é uma das lendas do cinema. Impossível quem não saiba de onde veio aquele alien cabeçudo, com quem o Freeza na segunda forma se parece. Podem não saber toda a história, mas conhecem o ser espacial com uma boca dentro da outra.

No impulso peguei Alien. Nunca tinha visto. Não sei se é puxa-saquismo ou o quê, mas normalmente gosto dos filmes clássicos. E não foi diferente com Alien.

Incrível o esforço tecnológico e de filmagem prá criar a ambientação espacial. É algo que admiro. A premissa inicial é interessante: O ser humano metendo o bedelho onde não deve, mesmo sabendo que é algo para se tomar distância.

Outro ponto legal é o clima do filme. Ele passa uma tensão, um suspense, e até umas doses de terror (?) sem que precise ficar mostrando o maldito e feioso alien a cada 2 minutos. Fiquei surpreso que o Alien só tenha aparecido nas últimas sequências do longa. Jurava que ele ia aparecer logo e ficar atazanando os pobres viajantes espaciais por um par de horas. Que nada. Mas incrivelmente a forma como a história e a situação vão se desenrolando torna desnecessária qualquer coisa do gênero. O ritmo da maior parte da obra me pareceu vagarosa, mas sem que isso seja um ponto negativo. Na verdade é a velocidade certa que vai criando as tensões necessárias pros desfexos.

O filme é inteligente e surpreendente em sua história verdadeira. As pistas estão em cada canto do filme, mas como todo bom filme vocÊ acaba dizendo, lá pelas tantas: “Putz grill, é mesmo! Tava na cara!”. Estava na cara, mas a produção foi tão bem feita que te causa essa sensação.

Gostei muito do papel da Sigourney Weaver, a Tenente Ripley. Fica muito interessante a questão de colocar os códigos de segurança e conduta em primeiro lugar. Frieza? A necessária prá cuidar da maioria.

Pensando bem, a história não é realmente complexa. Mas ela é passada de forma tão competente através de um bom roteiro que tudo se torna algo maior e mais complexo.

Alien tem todos os méritos que imaginei, e muito mais.

“Clássico é clássico e vice-versa”

"a que filme pertenço?"

Já deixo claro: não é nada científico, não fiz pesquisas nem nada para chegar a esta conclusão.

Mas ao conversar e perguntar para vários amigos fico com a impressão que MUITA gente desconhece os clássicos do cinema. Sempre fui uma pessoa totalmente pro fora de tudo que leva o rótulo de clássico, tanto em música, quanto em cinema, Tv e etc. Mas eu pensava estar sozinho nesta “alienação midiática”.

Quando comecei a procurar filmes antigos e consagrados para me ‘atualizar’ e comentava sobre com meus amigos percebia que todos eles eram tão desatualizados quanto eu.

Exterminador 1, Alien o oitavo passageiro, trilogia dos dólares, O Poderoso Chefão, E o vento levou, Casablanca, Laranja Mecânica. Para mim é mais fácil achar alguém que não viu a grande maioria deles do que alguém que viu três destes.

Sempre achei que fosse o contrário. Que TODO mundo conhecesse Don Corleone, soubesse o significado de Guliver, gostasse do Rett Butler, se inspirasse no homem sem nome, e soubesse que o Arnold era o vilão no primeiro filme da série.

Muito provavelmente todas as milhões de pessoas que assistiram estes filmes no cinema, Tv, que consideram esses filmes clássicos, que usam eles como referências, entendem as referências deles originadas NÃO são nem de perto as mesmas pessoas com quem eu convivo. E depois dizem que o mundo é pequeno!

Bom o suficiente

Um homem chega a sua grande e confortável casa trazendo consigo um garoto de rua. Comovido ao vê-lo comendo terra em um buraco qualquer numa calçada, o homem oferece roupa limpa e o convida para um jantar especial. Sozinho na sala enquanto espera seu hospedeiro preparar o jantar, o garoto continua sentindo fome.

Após fazer os preparativos e deixar um saboroso prato no forno, o homem se espanta ao ver o garoto no quintal de sua casa com a boca e roupas novamente sujas. O garoto, assim como fazia ao ser encontrado, comia a terra do quintal. O homem curioso pergunta:

– Porque você está comendo essa terra se daqui a pouco vai ter um saboroso prato?

O garoto responde:

– Como estava com fome vim aqui comer terra enquanto a janta não chega!

– Mas garoto, se você encher sua barriga de terra não vai aproveitar todo o sabor da comida que estou preparando!

– A terra me parece boa suficiente enquanto espero pela comida.

*Inspirado em parte do livro “Peso de Glória” de C.S. Lewis.

[Review] Eclipse

Ai, ai, ai estou ficando frouxo ou o filme, realmente, pode ser considerado um bom filme dentro da sua própria proposta?

Odiei Crepúsculo e fiquei reticente quanto à Lua Nova. O apreço pelos livros não foi o suficiente para engolir os filmes. Mas dessa vez foi diferente. O clima, o roteiro, os personagens… tudo estava mais familiar, mais coerente. Sou eu que estou em acostumando à essa saga Crepúsculo do cinema ou realmente o salto de qualidade foi tão grande? Fica a dúvida…

A cena de perseguição entre ‘lobos’ e vampiros contra Victória foi sensacional. Em nenhum outro momento a rixa entre os grupos ficou tão bem caracterizada e sem necessitar de, praticamente, nenhuma palavra. Os efeitos especiais ainda deixam impressões de que poderia ser melhor, mas não afetou em nada a condução do filme. As batalhas, praticamente inexistentes no livro, ficaram interessantes sem muitos exageros.

Mas então o filme é muito bom? Não. Os atores continuam sem liga romântica e não estão mais convincentes. Alguns diálogos estão horríveis. E a cena da barraca é de dar vergonha alheia. Mas serve muito melhor como entretenimento do que os outros dois. Você consegue passar mais tempo vendo o filme do que julgando ele, o que já é um bom sinal. Um bom sinal para uma série que saiu de 2 filmes ruins.

Novamente não sei se sou eu que estou me acostumando a essa má adaptação, ou se realmente o pessoal da ‘saga Crepúsculo’ finalmente achou um bom tom.

Tristão e Isolda

Já disse que sou atrasado?

Pois é, apenas essa semana assisti ao filme Tristão e Isolda.

Eu já imaginava que não seria nada de grandioso. Que não seria uma super-produção. E… e… e… Mas tentei sinceramente olhar o filme e tentar achar pontos positivos. Sair da crítica comum. Falar mal de um filme que ninguém falou bem é normal.

Mas putz grill, Tristão e Isolda é de dar sono. Fazia tempo que não via um filme que me dava vontade de desligar a tv. Simples assim. A ação é fraca mas não define o rumo ruim do filme. A paixão lendária e avassaladora do casal resume-se à falta de força de vontade e só. Em algumas versões da lenda inspiradora o motivo desse grande amor é uma poção mágica que foi utilizada erroneamente. Muito mais convincente…

O filme é tão fraco e cheio de pontos que poderiam ser melhores que nem merece um comentário maior. provavelmente quis pegar carona nos filmes épicos que fizeram sucesso no mesmo período e se tornou um genérico bobo.